O mercado de trabalho
Falta mão de obra especializada – e a contínua modernização dos sistemas computacionais torna esse profissional sempre requisitado. Ele é contratado por empresas de tecnologia, como Promon e Unisys, e companhias de telecomunicações, como Embratel e Oi, para trabalhar nas áreas de segurança de dados, tráfego de informações e criptografia (cifragem desenvolvida para proteger as informações que circulam pela web). Tecnologias de banda larga móvel, como 3G e redes sem fio, e o crescimento do mercado de smartphones abrem oportunidades para esse tecnólogo. A procura por serviços móveis tem aumentado bastante, e essa é uma área bem interessante para o profissional de redes. “Um segmento que está crescendo e vai atrair muita gente é o de convergência digital” (integração de mídias digitais que convergem para interagir num só ambiente, como no celular), diz o professor Luciano Freire, coordenador do curso da Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo (SP). Além da demanda em empresas dos mais variados setores e portes, fabricantes de equipamentos de informática também abrem espaço para o tecnólogo. Grandes centros urbanos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná oferecem as melhores oportunidades de trabalho. Há boa procura em estados do Nordeste, como Bahia, Pernambuco e Paraíba, e em Brasília.
Salário inicial: R$ 910,00 (fonte: Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo).
O curso
Nomes diferentes identificam os vários cursos dedicados a formar esse profissional, mas o currículo de todos é basicamente o mesmo. O ponto de partida é o estudo de matérias gerais, como física, matemática, redação e inglês técnico, e aulas em laboratório de eletrônica, eletrotécnica e computação. Na formação prática, que ocupa boa parte da grade curricular, você toma contato com análise de circuitos, eletrônica digital, microprocessamento, linguagens de programação, segurança de sistemas computacionais e projeto e instalação de redes. Como muitos estudantes, depois que se formam, resolvem trabalhar como autônomos ou abrir o próprio negócio, a maioria das escolas oferece disciplinas mais ligadas à administração e gestão. Para a diplomação, as instituições de ensino exigem um trabalho de conclusão e também a realização de um estágio, que, geralmente, pode ser cumprido a partir do segundo ano.
Duração média: três anos.
Outros nomes: Análise de Sist. e Tecnol. da Inf. (seg. da inf.); Ger. de Redes de Comput.; Ger. de Redes de Comput. (inform.); Gestão de Redes de Comput.; Gestão em Redes de Comput.; Inform. (ênf. em redes de computadores); Inform. (ênf. em redes de comput.); Inform. (redes de comput.); Inform. Empr.; Internet e Redes de Comput.; Redes de Comun. de Dados; Seg. da Inf.; Web Design.



