O mercado de trabalho
O setor nacional de papel e celulose apresenta crescimento, resultando num mercado promissor. Praticamente todo papel produzido no Brasil vem de florestas de eucalipto plantadas, o que beneficia o tecnólogo, preparado para trabalhar também no projeto florestal para produção da madeira. O especialista é solicitado para implantar e coordenar projetos, garantindo a qualidade do produto final. A conscientização dos benefícios da reciclagem abre novas perspectivas. “Nessa linha, o mercado de aparas de papel está se tornando um segmento interessante para o profissional”, diz Reinhardt Seivers, coordenador do curso da UnC. “Na região de Canoinhas, duas empresas recicladoras são as grandes empregadoras, a Mili e a Companhia Canoinhas de Papel e Celulose”, assinala Seivers. As regiões Sul e Sudeste, onde estão instalados grandes fabricantes de papel e celulose, como Ripasa, Klabin e Suzano, oferecem as melhores oportunidades.
Salário inicial: R$ 1.000,00 (fonte: prof. Reinhardt Sievers, da UnC).
O curso
No início, o aluno tem aulas de matemática, química, física e estatística. Começa ainda a aprofundar os conhecimentos sobre a madeira. A fase profissionalizante dá destaque às matérias de química orgânica e analítica. Inclui técnicas de fabricação de polpa e papel, reciclagem, controle e automação industrial. O curso também aborda técnicas de gestão ambiental, que visam à racionalização do uso de matérias-primas para reduzir os impactos ambientais. Por fim, a etapa de formação humanística enfatiza a administração, em disciplinas como gestão de custos e planejamento estratégico. O estudante passa por um estágio obrigatório e, ao fim do curso, deve apresentar um trabalho de conclusão.
Duração média: quatro anos. Outro nome: Celulose e Papel.



