O mercado de trabalho
Aumenta a necessidade de tornar a busca por prontuários médicos mais rápida e organizada e a necessidade de criar softwares que ajudem os médicos a identificar os laudos e auxiliar os diagnósticos dos pacientes. Apesar de ser ainda um profissional pouco conhecido no mercado de trabalho, o bacharel encontra um bom mercado para atuar. Desde empresas que desenvolvem softwares para clínicas médicas, hospitais, centros de saúde, laboratórios e núcleos de pesquisa até como gestores de saúde em grandes hospitais e laboratórios e também na indústria, na descoberta de novos fármacos. “Ainda há o profissional que abre a própria empresa para criar softwares médicos sob encomenda ou até mesmo para desenvolver e vender no mercado”, afirma a professora Silvana Giuliatti, coordenadora do curso de Informática Biomédica da USP, de Ribeirão Preto (SP), único instituto de ensino superior no país a oferecer essa graduação. Os principais empregadores estão no eixo Rio-São Paulo, além do interior paulista, como Campinas e Ribeirão Preto.
Salário inicial: R$ 2.500,00 (fontes: Ricardo Waldemarin e Daniel Franco, do Portal Brasileiro de Informática Biomédica).
O curso
Nos dois primeiros anos, os alunos estudam anatomia. Nos demais, o curso é dividido em três áreas: bioinformática, processamento de sinais e gerenciamento em saúde pública. A grade curricular é recheada de matérias como cálculo diferencial, estatística, engenharia de software, redes de computadores, inteligência artificial, anatomia, biologia celular, genética, geoepidemiologia e fisiologia. Inglês instrumental também faz parte do currículo.
Duração média: quatro anos.
O que você pode fazer
Criação de softwares
Desenvolver e comandar a implantação de softwares que otimizem o trabalho em clínicas médicas, hospitais e centros de pesquisa.
Informatização
Elaborar projetos para a informatização de um centro médico, desde a marcação de consultas até a elaboração da receita médica e do prontuário do paciente.
Criação de equipamentos
Desenvolver ou adaptar equipamentos eletrônicos que possam proporcionar a melhoria do atendimento, como uma máquina móvel ou a transmissão de sinais de imagens radiológicas.
Banco de dados
Criar, implantar e manter banco de dados em clínicas e hospitais, com informações sobre os pacientes.
Bioinformática
Criar softwares específicos para a área de biotecnologia, como a construção de um banco de dados sobre os genes e proteínas de organismos vivos.



