O mercado de trabalho
Anualmente, a vazão dos rios brasileiros dá conta de um volume igual a 12% dos recursos hídricos do mundo todo. Por isso, o bacharel em Engenharia Hídrica encontra o mercado em alta e sem previsão de esgotamento. Órgãos públicos, como a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), costumam oferecer vagas ao profissional para que atue em grandes obras, como a da transposição do rio São Francisco, e em outras áreas, entre elas a de exploração de petróleo, que requer profissionais com conhecimento de hidráulica para exploração do óleo em alto-mar. “Com o pré-sal, deve haver ainda maior demanda pelo engenheiro hídrico. Como os cursos pelo país ainda são poucos e a empregabilidade é altíssima, a contratação dos recém-formados costuma ser imediata”, diz Alexandre Augusto Moreira Santos, coordenador do curso da Unifei, em Minas Gerais. No Brasil, 75% da energia elétrica é gerada por usinas hidrelétricas, que precisam do engenheiro hídrico para funcionar. Ele também trabalha em planos diretores de revitalização de bacias hidrográficas. Além disso, a demanda continua aquecida em indústrias que utilizam muita água em seu processo produtivo – como as de laticínios e de alimentação -, pois elas precisam de sistemas eficientes para uso e reaproveitamento desse recurso natural. Várias empresas, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), contratam esse engenheiro para gestão da água, em projetos de reúso industrial, racionalização e aproveitamento de água de chuva. Ainda no setor privado, aumentam as chances de colocação em consultorias ambientais e em empresas de engenharia que realizam construção de barragens e reformas de usinas hidrelétricas, entre outras obras. Há vagas em todo o Brasil, mas elas se concentram no Sul e Sudeste, onde se localiza a maioria das empresas. No interior do país, o profissional pode atuar como consultor, montando sua empresa para orientar e prestar serviços para proprietários rurais, que são obrigados a cadastrar minas e recursos hídricos em suas terras, e realizando projetos de irrigação.
Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).
O curso
O início tem matemática, física, cálculo e química, além de matérias introdutórias, que fornecem um panorama geral do curso. A partir do segundo ano, começam as disciplinas específicas, com as quais o estudante conhece as principais formas de ocorrência e uso das fontes hídricas, assim como detalhes sobre geração de energia elétrica. O aluno tem aulas de microbiologia, ecologia, hidrologia, economia de recursos naturais e irrigação e drenagem, entre outras. Há também conteúdos de cunho social, como ética profissional e legislação ambiental. Aulas em laboratório e atividades de campo, como visitas técnicas a usinas hidrelétricas, são promovidas durante todo o curso. O estágio e um trabalho de conclusão são obrigatórios.
Duração média: cinco anos.
O que você pode fazer
Estudos ambientais
Elaborar projetos, programas e ações de proteção ambiental, avaliando o impacto de obras de grande porte na natureza, como usinas hidrelétricas, estradas e reservatórios.
Gestão de bacias
Planejar a utilização da água de bacias hidrográficas, para evitar a poluição e o desperdício de recursos naturais.
Operação de reservatórios
Administrar o uso das águas de represas, aliando a geração de energia elétrica com atividades de irrigação, transporte e lazer.
Projetos
Projetar sistemas e redes de irrigação, drenagem, bombeamento de água e obras como canais e portos.



